Oficina XXIII- Resenha

Como fazer a avaliação crítica de uma obra?

Resenha, ou resumo, é um texto produzido com a finalidade de analisar e comentar uma obra qualquer (literária, cinematográfica, pictórica, musical, teatral etc.). O resenhista, ou recensor, deve privilegiar como ponto de partida para a produção de seu trabalho, os seguintes aspectos:





*Leitura detalhada e crítica da obra;


*Informações bibliográficas e alguns dados biográficos mais significativos do autor;


*Produção de um resumo da obra, apresentando as principais ideias de seu autor, respeitadas suas intenções e impressões;


*Análise bem fundamentada de, ao menos, um aspecto relevante do texto;


*Apreciação do aspecto escolhido, ou seja, avaliação crítica em relação a esse aspecto;


*Escrita argumentativa clara, objetiva, coesa e coerente.






É importante lembra que a avaliação crítica não se limita a concordar ou discordar com o texto de referência, mas cabe ao resenhista emitir sua opinião de forma consistente. Para tanto, é aconselhável que o resensor busque aprofundar seus conhecimentos, pesquisando sobre o autor da obra, relacionando-o com suas outras produções (se ouver) e mostrando suas contribuições no domínio em questão.
Um outro ponto importante: a resenha deve incorporar o resumo e a avaliação crítica de forma harmônica, ou seja, o resenhista deve estabelecer um diálogo com a obra resenhada e seu autor.


Dica:
Os tipos mais conhecidos de resenhas são: a resenha descritiva (científica, técnica) e a resenha crítica (opinativa). Na primeira, o objetivo centra-se no julgamento das proposições feitas pelo autor da obra, ou seja. o resenhista deve analisar e comentar a pertinência e a aplicatividade daquilo que o autor expõe. Na segunda, o objetivo centra-se no julgamento de valor da obra, ou seja, na apreciação de seus aspectos estéticos, na qualidade de sua produção e apresentação.

Oficina XXII- Dicas Para Bem Redigir

Os dez mandamentos de uma boa redação

1- Antes e depois da produção da redação, uma leitura atenta da proposta deve ser realizada para conferir se o texto realmente cumpre as exigências da prova. O tema pode variar, mas, de uma forma ou de outra, toda proposta de redação exige diversos conhecimentos do autor;

2- Reunir dados dos textos motivadores ou dos seus conhecimentos;

3- Se a proposta for um texto dissertativo-argumnetativo faça-o em norma culta;

4- Apresente propostas para defender seu ponto de vista solidamente, mesmo que o tema seja polêmico;

5- Apresente propostas para resolver/solucionar o problema respeitando os limites humanos;

6- Selecione as informações e argumentos organizando-os em grupos funcionais para compor cada parágrafo;

7- Relacione cada parágrafo com o seguinte para que a leitura de uma etapa do texto conduza à próxima numa sequencia lógica;

8- Não deixar reticências(. . .) nas suas afirmações, isto é, seja claro, conciso, objetivo e não deixe dúvidas nem insinuações vagas. Fale somente do que você sabe;

9- Não dialogue com o leitor, ponha-se sempre de igual. Lembre-se você não está escrevendo um texto de auto-ajuda;

10- Seja coerente com seu ponto de vista na conclusão, cuidado para não iniciar uma nova discussão.

Oficina XXI- Figuras de Linguagem

Conheça os Principais Tipos


Metáfora- é o emprego de uma palavra com o significado de outra em vista de uma relação de semelhança.
Exemplo: Meu pensamento é um rio subterrâneo.
Comparação- é uma atribuição de características de um ser a outro em virtude de uma determinada semelhança.
Exemplo: Minha boca é um túmulo.
Prosopopéia- atribui características humanas a seres inanimados.
Exemplo: O jardim olhava as crianças sem dizer nada.
Sinestesia- consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes.
Exemplo: A luz crua da madrugada invadia meu quarto.


Catacrese- é uma metáfora desgastada, tão usual que já não percebemos.
Exemplo: O pé da mesa estava quebrado.
Metonímia- é a substituição de uma palavra por outra, quando existe uma relação lógica, uma proximidade de sentidos que permite essa troca.
Exemplo: Não tinha teto em que se abriga-se.
Antítese- consiste no uso de palavras de sentidos opostos.
Exemplo: Os jardins têm vida e morte.
Eufemismo- consiste em suavizar palavras ou expressões que são desagradáveis.
Exemplo: Ele enriqueceu por meios ilícitos.
Hipérbole- é um exagero intencional com a finalidade de tornar mais expressiva à ideia.
Exemplo: Estou morrendo de sede.
Ironia- consiste na inversão dos sentidos, ou seja, afirmamos o contrário do que pensamos.
Exemplo: A excelente dona inácia era mestra na arte de judiar de crianças.
Onomatopéia- consiste na reprodução ou imitação do som ou da voz natural dos seres.
Exemplo: Tic tac tic tac. . .
Aliteração- consiste na repetição de um determinado som consonantal no início ou no interior das palavras.
Exemplo: Esperando, parada, pregada na pedra do porto.
Zeugma- consiste na omissão de um termo já empregado anteriormente.
Exemplo: Amo você, mas não gosto de suas manias,embora também ás tenha.
Pleonasmo- consiste na intensificação de um termo através de sua repetição, reforçando seu significado.
Exemplo: ". . .É rir meu riso e derramar meu pranto. . ."
Assíndeto- ocorre quando há a ausência da conjunção entre duas orações.
Exemplo: Vivi venci.
Anacoluto- consiste numa mudança repentina da construção sintática da frase.
Exemplo: A vida, não sei se ela realmente vale alguma coisa.


Atividade sobre Ambiguidade


Pedimos a nossos alunos para reescrevessem de forma correta algumas frases que apresentavam ambiguidade. Confira o resultado:



Como era: "O professor falou com o aluno parado na sala"
Como ficou: 1- O professor falou com o aluno que estava parado na sala
                   2- O professor estava parado na sala e falou com o aluno
                                                                                          Adriana, Manuella e Elizangêla


Como era: "A polícia cercou o ladrão do banco na rua Santos"
Como ficou: 1- Os policiais cercaram o ladrão no banco da rua Santos
                   2- O ladrão do banco foi cercado pela polícia na rua Santos
                                                                                          Amanda e Rayra Talyta


Como era: "Pessoas que consomem bebidas alcoólicas com frequência apresentam sintomas de irritabilidade e depressão"
Como ficou: 1-Irritabilidade e depressão são sintomas de pessoas que consomem bebidas alcoólicas frequentemente.
                   2-Pessoas que têm irritabilidade e depressão consomem bebidas alcoólicas.
                                                                                           Eduardo e Emília 





Oficina XX- A armadilha do duplo sentido

Ambiguidade

A ambiguidade é um dos problemas que podem ser evitados na redação. Ela surge quando algo que está sendo dito admite mais de um sentido, comprometendo a compreensão do conteúdo. Isso pode suscitar dúvidas no leitor e levá-lo a conclusões equivocadas na interpretação do texto.

A inadequação ou a má colocação de elementos como pronomes, adjuntos adverbiais, expressões e até mesmo enunciados inteiros podem acarretar em duplo sentido, comprometendo a clareza do texto. Observe os exemplos que seguem:
  "O professor falou com o aluno parado na sala"

Neste caso, a ambiguidade decorre da má construção sintática deste enunciado. Quem estava parado na sala? O aluno ou o professor? A solução é, mais uma vez, colocar "parado na sala" logo ao lado do termo a que se refere: "Parado na sala, o professor falou com o aluno"; ou "O professor falou com o aluno, que estava parado na sala".
 
"A polícia cercou o ladrão do banco na rua Santos."

O banco ficava na rua Santos, ou a polícia cercou o ladrão nessa rua? A ambiguidade resulta da má colocação do adjunto adverbial. Para evitar isso, coloque "na rua Santos" mais perto do núcleo de sentido a que se refere: Na rua Santos, a polícia cercou o ladrão; ou A polícia cercou o ladrão do banco que localiza-se na rua Santos" 

"Pessoas que consomem bebidas alcoólicas com frequência apresentam sintomas de irritabilidade e depressão." 
Mais uma vez a duplicidade de sentido é provocada pela má colocação do adjunto adverbial. Assim, pode-se entender que "As pessoas que, com frequência, consomem bebidas alcoólicas apresentam sintomas de irritabilidade e depressão" ou que "As pessoas que consomem bebidas alcoólicas apresentam, com frequência, sintomas de irritabilidade e depressão".
DICA!

Uma das estratégias para evitar esses problemas é revisar os textos. Uma redação de boa qualidade depende muito do domínio dos mecanismos de construção da textualidade e da capacidade de se colocar na posição do leitor.